
Três décadas após o lançamento de sua histórica primeira edição, em 1995, o Jornal Boca Livre ganha vida nova nas páginas de seu terceiro número, lançado em julho de 2026. A iniciativa resgata um projeto marcante do Colégio, convidando os alunos a ocuparem o protagonismo da produção escrita em um cenário atravessado pelo uso da inteligência artificial.
As primeiras edições do jornal
Quando surgiu nos anos 1990, o Jornal Boca Livre refletia uma estrutura escolar bem diferente da atual. A instituição era mantida pela Casa de Portugal, sob a presidência do Dr. Antônio Joaquim Marques, e dirigida pelo professor Christovam Colombo Cavalcante Rangel, este último responsável não só pela direção técnica do periódico, como autor das ilustrações das duas primeiras edições, produzidas nos anos de 1995 e 1996.
A redação ficava a cargo das turmas da antiga 8ª série (além de alunos do 1º e 2º graus) e contava com a colaboração auxiliar dos estudantes da 5ª série. Sob a supervisão atenta das professoras Carmen Lúcia Gonçalves, de Redação, e Zélia Rainha, de Língua Portuguesa, o jornal reunia textos que refletiam interesses dos jovens: tendências da época, paradas de sucesso, poesias, profissões, além de colunas sobre esportes e seções de humor, como “Zoação Boca Livre”, “Fofocas e Recados” e “Testes de Inteligência”, que desafiavam o leitor a resolver problemas matemáticos e testes de lógica.
O retorno em 2026: criatividade contra a acomodação
Neste ano de 2026, o retorno do jornal atende a uma necessidade urgente: resgatar a escrita autoral, a criatividade e o pensamento crítico em um momento em que o uso passivo da inteligência artificial tende a acomodar a produção textual dos jovens.
Uma edição histórica e colaborativa
Agora com 23 seções, o Jornal Boca Livre reflete a nova realidade da escola, promovendo um verdadeiro encontro entre gerações. A edição de retomada constrói pontes entre o passado e o presente por meio de entrevistas exclusivas com a professora Carmen Lúcia Gonçalves — que relembra o pioneirismo do projeto em 1995 — e com o ex-aluno e atual secretário escolar, Antonio Ferreira.
A participação se estende por todos os segmentos da escola. As professoras da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I (Ângela Cristina Collaro, Diana Maria Fardin Faria, Drielli Tiago Sardella, Katia Guimarães Moraes, Millena Soares Figueiredo, Mônica Leite Buccos, Renata Santos de Carvalho Moreira e Tassia Bessa Ashton Costa e Silva) assinam matérias que registram os principais trabalhos desenvolvidos pelas crianças ao longo do primeiro semestre de 2026. Já os estudantes do Ensino Médio assumiram a linha de frente no debate de temas atuais, produzindo resenhas de livros e filmes, e a cobertura dos eventos mais marcantes da escola.
A publicação ganha ainda mais riqueza com as contribuições dos redatores convidados. Gabriel Ferraz, responsável pelas mídias do Colégio, assina a cobertura da festa junina realizada no dia 4 de julho, enquanto Gustavo Werneck Galano e Renata Serpa compartilham memórias de suas vivências como ex-alunos do Colégio Sagres, na coluna “Sagres Gerações”.

Os professores também foram convidados a colaborar como redatores. Na foto, a Prof.ª Millena Soares.
Um futuro de asas abertas
Fruto do empenho de professores, alunos, ex-alunos e funcionários, o renascimento do Boca Livre revela o carinho e o sentimento de pertencimento que nutrimos enquanto parte atuante do Colégio Sagres. Esperamos que, nesta nova etapa, a publicação ganhe asas ainda maiores e motive novos redatores e ilustradores a ocuparem o jornal como um espaço vivo de criação.
Por Rodolpho Amaral
Gabriel Ferraz/Colégio Sagres



