
No último dia 26 de agosto, o Real Gabinete Português de Leitura realizou o Colóquio “Zélia Magalhães: da fazenda ao Vaticano”. O evento destacou a história de vida e santidade da fluminense que, ao lado do marido, Jerônimo Magalhães, podem se tornar o primeiro casal de brasileiros a subir aos altares.
O Real Gabinete Português de Leitura foi envolvido nesta história por conservar três exemplares da obra que Zélia traduziu do italiano para o português em 1871, quando contava com apenas 14 anos de idade.
Pesquisadoras dedicadas à vida da Serva de Deus apresentaram seus estudos durante o Colóquio. A professora Thays Merolla destacou as origens de Zélia – distinta senhora da elite imperial que transformou sua fazenda, no interior do estado, em um autêntico centro de evangelização –, enquanto Gilda Santos analisou aquilo que Zélia escreveu e o que dela escreveram. Foi Gilda Santos quem descobriu a existência, no RGPL, dos exemplares da obra traduzida em 1871.
O encerramento coube ao Cardeal D. Orani Tempesta, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, que refletiu sobre as lições morais contidas no livro traduzido pela jovem, destacando-a como “exemplo de vida cristã”. No discurso de abertura, Francisco Gomes da Costa saudou D. Orani lembrando que “A última visita de um príncipe da Igreja ao Real Gabinete Português de Leitura ocorreu em 24 de abril de 1960, quando Dom Manuel Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa aqui foi recebido pelo então Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Hélder Câmara, que, quatro anos mais tarde, seria também elevado ao cardinalato”.
Visita guiada
Antes do início do evento, D. Orani Tempesta foi solenemente apresentado ao Real Gabinete pelo presidente da instituição, Dr. Francisco Gomes da Costa, que o conduziu pelas dependências da biblioteca. Acompanhava-o D. Hiansen Franco, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Também os paroquianos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Gávea, que vieram acompanhar o Colóquio, tiveram o prazer de conhecer a história e a arquitetura do prédio em uma visita guiada pelas professoras Gilda Santos e Angela Telles.
Raquel Soares/RGPL












