Curso “A Mulher por Escrito: visões do feminino na Literatura Portuguesa” encerra com sucesso no Real Gabinete

Iniciativa do Polo de Pesquisas Literárias Luso-Brasileiras reuniu investigadores, docentes e público alargado ao longo do mês de setembro.

 

Chegou ao fim, com sucesso de público e crítica, o curso A Mulher por Escrito: visões do feminino na Literatura Portuguesa. Promovido pelo Polo de Pesquisas Literárias Luso-Brasileiras (PLLB/RGPL), a iniciativa decorreu às quartas-feiras, entre 9 e 30 de setembro de 2026, ocupando a emblemática Sala dos Brasões do Real Gabinete Português de Leitura.

Com coordenação e organização de Ana Cristina Comandulli, Andreia Castro, Eduardo da Cruz e Elisabeth Martini, o curso propôs um percurso aprofundado pelas representações, vozes e autorias femininas nas letras portuguesas.

 

 

Um panorama rico de debates e conferências

Ao longo de quatro sessões intensivas, o público acompanhou conferências ministradas por especialistas e docentes de destacadas universidades, como UFF, UFRJ, UERJ e UNIRIO:

  • 9 de setembro: O professor Luís Maffei (UFF) inaugurou o ciclo com a conferência Empurrar a porta das mulheres com Madalena de Castro Campos, seguido pela professora Teresa Cristina Cerdeira (UFRJ), que abordou Olhares amorosos sobre o feminino.
  • 16 de setembro: A sessão contou com a professora Viviane Vasconcelos (UERJ), que propôs a comunicação Sobre sombras e luzes: um diálogo entre as escritas de Agustina Bessa-Luís e Lídia Jorge, e com a professora Sofia Sousa Silva (UFRJ), que apresentou As três Marias por escrito.
  • 23 de setembro: O terceiro encontro destacou a professora Ângela Beatriz (UFRJ), com Lídia Jorge: Um itinerário de paixão e de consciência política, e a professora Mônica Fagundes (UFRJ), com a reflexão Tatiana Faia: poesia como arqueologia.
  • 30 de setembro: O encerramento das conferências coube à professora Claudia Amorim (UERJ), com a análise “Não te vais apagar agora, pois não, Eliete?”: viver o feminino no Pós-25 de Abril em “Eliete: a vida normal”, de Dulce Maria Cardoso, e à professora Ana Comandulli (UNIRIO), com a palestra Do dito ao escrito: tradição popular na obra de Maria Peregrina.

 

 

Sessão de encerramento e exibição cinematográfica

O último dia do evento, realizado a 30 de setembro, contou ainda com a exibição do documentário português Damas (2025, 90 min), realizado pela cineasta Cláudia Alves. A obra evoca a comovente trajetória das enfermeiras voluntárias da Cruz Vermelha durante a Primeira Guerra Mundial, cuja atuação na Batalha de La Lys marcou um passo decisivo para a emancipação feminina em Portugal, proporcionando uma reflexão que coroou o encerramento do curso.

 

📷  Raquel Soares/RGPL

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